sábado, 19 de outubro de 2024

Lego

Que prazer é redescobrir o brincar, o pintar. Atividades que para nos confirmarmos adultos paramos de fazer - menos os hipsters, esses pintam mesmo após jovens adultos. Eu, só após o meu primeiro filho pude afirmar que algumas coisas são fofas (antes não, não sou esse tipo de menina fofinha), ter meus próprios lapis de cor, e brincar, sendo lego um dos brinquedos e que me vi com zero criatividade. Segui (re)aprendendo a brincadeira, quantas possibilidades. Eu ficava só no obvio. 

Voltando com meu filho da escola, olha lá! olha essa parede pendurada! como assim encaixam paredes já feitas lá em cima? Um prédio lego, isso é seguro? Imagino então o futuro e cenas catastróficas. Andares em que os ângulos retos não foram respeitados e um pavimento inteiro sendo parcialmente esmagado porque uma parede caiu para dentro (ou para fora!). Eu não queria morar no prédio ao lado, imagina os riscos, estilhaços, vidas perdidas.

Eu queria mesmo é conversar com um engenheiro que me contasse sobre essa novidade na construção civil. Imagino ele falando de quão disruptivo foi descobrir esse modo de levantar no ar as paredes já feitas e encaixá-las com a técnica de 'algum-nome-masculino-difícil-aqui'. De como o prédio será contruído em menos tempo, com mais qualidade e um precinho em conta.

Eu tenho mostrar para meu filho, enquanto estamos no farol vermelho. Filho, olha! a parede pendurada, consegue ver? Não consegue, não sei se pelo angulo, ou pela abstração das paredes voando, ou quem sabe porque a escola que fica na esquina da direção do predio deixa um telão passando imagens dela com alta claridade, para que todos parados no farol vejam como ela é demais, seus espaços, QR code de contato. Entre brincadeiras, paredes nos ares e uma tv... quem ganha de uma tv?


Texto não revisado

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