segunda-feira, 22 de abril de 2019

Como pode a mente divagar tanto enquanto dedicada a atividades que exigem foco?

Em um espaço de 1h15 já variei entre sensata, romântica, ardente, juvenil, foda-se, responsável, nostálgica, fim de ciclo, resiliente, resistente, início de ciclo, enfim...

O fato é que vario entre me manter onde estou, matando todo o resto e acreditando que o futuro é bom e que tenho responsabilidades maiores do que aparento ter. Acreditando também que o futuro há de nos colocar de volta no mesmo local (ou não), mas com possibilidades abertas, sem decisões a serem tomadas.

O outro extremo me faz pensar que possivelmente é para valer, é real, é duradouro, é para ser. É para fazer a vida ser vivida com mais intensidade. Sensações juvenis são bem vindas sim, principalmente no demonstrar físico do amor. Varia quando penso em um futuro em que as coisas de fato acontecem e eu olho para traz e penso que deveria ter apostado nisso antes, vivido tudo isso antes. Porque esperar quando é para ser?

Ainda assim, pensar no futuro que quero para mim independentemente de parceiros parece ser o caminho. País, rotinas, aprendizados, saídas, amigos, cursos, legado, como viverei, o que evoluirei, como e qual clima (ambiental, temporal, político e social) quererei viver. Desenvolver o olhar sobre mim mesma deve resolver. Deve me ajudar com intuições e respostas. 

Sigo variando. Espero conseguir me ouvir claramente assim pelo restante do dia.

1h15 e eu oscilei infinitamente durante o foco em outras afinidades. Permita-me continuar ouvindo sem me envolver. Permita-me não fazer e não falar coisas pensando subconscientemente em gerar algo em alguém. Permita-me não machucar os outros.