quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

Escrevo para me conhecer. Já tive boas revelações com isso.

Em algumas aulas da pós, eu era retirada da sala por sentimentos incômodos. Esses sentimentos se desdobravam em pensamentos repetitivos. Era como se eu não quisesse esquecê-los, ainda que dolorosos. Como já vinha fazendo há algum tempo, escrevi. Escrevi tudo. Se sosseguei de fato ou apenas desabafei não sei, mas segui a aula e a vida.

Semanas depois, novamente na aula, voltei às anotações. Com uma outra vibração interna e outra interpretação dos fatos e sentimentos descritos, ficou claro: faltava amor-próprio. Faltava sim, finalmente entendi! E isso era a raiz de várias ações, sensações e repetições em minha vida. Nesse momento caiu um dos véus que me embaçava a visão. Enxerguei coisas novas em mim e nos outros.

Eu não escrevia com a finalidade de ter epifanias, mas esta me fez continuar com mais força. Escrever para tirar da frente o pensamento que me toma o foco e fluidez do momento presente segue acontecendo em mim.

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