Edite estava lá, na piscina, em uma manhã de
sábado sem sol. Não era um dia quente e ainda não era 7h. O deck era todo dela.
Ela permaneceu imóvel
por muito tempo. Contemplativa. Vez ou outra, porém,
Edite variava entre mover-se sutilmente e sacudir-se com gosto. Aquela porção rasa de água, que cobria metade de seu corpo, a aconchegava feito uma jacuzzi.
Cena inusitada. Ela prendeu minha
atenção por muitos minutos, minha curiosidade queria mais. Edite me trazia plenitude,
calma e eu até esperava que algo mais insólito acontecesse.
Mais um farfalhar e
então saltou. Observou a piscina de longe, porém com atenção. Por fim, Edite permaneceu
parada no mesmo lugar onde pousou, se secando.
Pomba abusada, tomou
um banhão na piscina do prédio. E, nessa simplicidade, preencheu meus primeiros
minutos do dia.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2020
Edite estava lá.
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